quarta-feira, 28/10/2026

Vacina de mRNA demonstra redução de 42% no risco de morte ou recidiva em pacientes com melanoma

A recente colaboração entre a Moderna e a MSD trouxe à tona resultados promissores na luta contra o melanoma, um dos tipos mais agressivos de câncer de pele. Segundo um estudo de fase 3,…

Compartilhe:

A recente colaboração entre a Moderna e a MSD trouxe à tona resultados promissores na luta contra o melanoma, um dos tipos mais agressivos de câncer de pele. Segundo um estudo de fase 3, a vacina personalizada chamada intismeran autogene demonstrou reduzir em 42% o risco de morte ou recidiva da doença, um feito notável que pode transformar o tratamento do câncer.

A vacina funciona de maneira distinta das vacinas tradicionais, que visam prevenir doenças infecciosas. Em vez disso, a intismeran autogene é desenvolvida especificamente para tratar tumores já existentes, utilizando as mutações genéticas individuais de cada paciente como base para criar um tratamento sob medida. Essa abordagem inovadora representa um passo significativo na personalização da terapia oncológica.

Os dados divulgados nesta quinta-feira (22) revelam que, dois anos após o tratamento, 82,2% dos pacientes que receberam a vacina em combinação com o imunoterápico Keytruda não apresentaram sinais da doença, em comparação com 70% entre aqueles que foram tratados apenas com o Keytruda. Além disso, a combinação reduziu em 38% o risco de metástase, uma das principais preocupações no manejo do melanoma.

A validade desses resultados é respaldada por especialistas, como o oncologista Hussein Tawbi, que enfatiza a importância estatística da descoberta. A combinação da vacina personalizada com o tratamento imunoterápico não apenas proporciona uma nova esperança para pacientes com melanoma, mas também estabelece um novo paradigma na batalha contra o câncer.

Com as empresas se preparando para solicitar a aprovação nos Estados Unidos, o presidente-executivo da Moderna, Stéphane Bancel, expressou otimismo sobre a possibilidade de a vacina estar disponível no mercado em 2027. Contudo, a expectativa pela inclusão do tratamento no Brasil ainda permanece sem uma resposta clara da Anvisa, destacando a necessidade de vigilância contínua sobre o avanço de inovações médicas no país.

Os detalhes completos do estudo serão apresentados no próximo sábado (24) durante o congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO), em Madri, um evento que promete atrair a atenção da comunidade médica e de pacientes em todo o mundo, reafirmando a importância da pesquisa no campo oncológico.