quarta-feira, 28/10/2026

Congresso aprova legislação que institui exame obrigatório para médicos

O Senado Federal aprovou, nesta quinta-feira (15), uma nova legislação que tornará o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) um requisito obrigatório para os estudantes de Medicina em todo o Brasil. Essa…

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O Senado Federal aprovou, nesta quinta-feira (15), uma nova legislação que tornará o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) um requisito obrigatório para os estudantes de Medicina em todo o Brasil. Essa decisão é vista como um passo significativo para garantir a qualidade do ensino médico no país, refletindo uma crescente preocupação com a formação de profissionais capacitados para a área da saúde.

Desde sua implementação em 2025, o Enamed já desempenhava um papel importante na avaliação da qualidade dos cursos de Medicina e na seleção de candidatos para programas de residência médica. Com a nova lei, o exame passará a ter um caráter ainda mais rigoroso, exigindo que os alunos realizem a prova em três etapas ao longo da graduação, além de estabelecer uma nota mínima para que possam exercer a profissão.

A aplicação do Enamed será realizada ao final do quarto semestre, do oitavo semestre — antes do internato — e ao final do décimo segundo semestre. Essa mudança visa não apenas aferir o desempenho dos alunos, mas também avaliar a qualidade dos cursos oferecidos pelas instituições, com maior peso atribuído à última avaliação. Os detalhes referentes à nota de corte e aos critérios de aprovação ficarão a cargo de uma comissão a ser estabelecida.

Os graduados que obtiveram seu diploma antes da publicação da medida provisória, em 19 de junho de 2026, não precisarão prestar o Enamed, assim como os médicos formados no exterior que já foram aprovados na primeira etapa do Revalida. Essa medida traz uma camada de proteção para aqueles que já estão inseridos no mercado de trabalho, enquanto novos alunos se adaptam às exigências atuais.

Para os estudantes que não atingirem o nível proficiente, há a possibilidade de solicitar um registro de Inscrição de Egresso de Medicina (IEM), que, embora limitado, permitirá que atuem em atividades técnicas e científicas sob supervisão. Isso mostra uma preocupação em não excluir completamente aqueles que, porventura, não consigam a nota necessária, mas ainda têm potencial para contribuir na área da saúde.

Adicionalmente, a criação da Comissão Nacional de Avaliação da Formação Médica, que terá representantes do Ministério da Educação, do Ministério da Saúde e do Conselho Federal de Medicina, visa garantir que o exame e suas diretrizes sejam constantemente avaliados e aperfeiçoados. Essa estrutura não apenas reforça a seriedade da avaliação, mas também busca um equilíbrio entre as necessidades educacionais e as demandas do mercado de trabalho na área médica.

Com essas mudanças, o Brasil dá um passo importante no fortalecimento da formação médica, reconhecendo a necessidade de um padrão de qualidade que assegure não apenas a competência dos profissionais, mas também a segurança dos pacientes que deles dependem.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — Couleur (pixabay)