quarta-feira, 28/10/2026

Linfoma não Hodgkin: estimativa aponta 12,5 mil novos casos anuais no Brasil, incluindo o de Netinho

O linfoma não Hodgkin, um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, tende a ganhar destaque nas discussões sobre saúde pública, especialmente após a batalha do cantor Netinho, que recentemente passou por um…

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O linfoma não Hodgkin, um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, tende a ganhar destaque nas discussões sobre saúde pública, especialmente após a batalha do cantor Netinho, que recentemente passou por um tratamento dessa doença. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deverá registrar anualmente cerca de 12.560 novos casos entre 2026 e 2028, evidenciando a relevância desse diagnóstico no cenário nacional.

Essa enfermidade ocupa a 11ª posição na lista dos cânceres mais comuns, excluindo os tumores de pele não melanoma, e sua incidência é notoriamente mais alta entre os homens, aumentando com a idade, e apresentando variações significativas entre as regiões do país. As estimativas apontam que, dos novos casos, 6.580 serão de homens e 5.980 de mulheres, resultando em uma taxa média de 5,87 diagnósticos por 100 mil habitantes.

Globalmente, o linfoma não Hodgkin também se destaca, com cerca de 553 mil novos casos registrados em 2022, representando 2,8% de todos os diagnósticos de câncer. As maiores incidências são observadas na América do Norte, Austrália, Nova Zelândia e Europa, enquanto no Brasil, as regiões Sul e Sudeste apresentam as taxas mais elevadas, reforçando a necessidade de atenção regionalizada para essa condição.

Em 2023, o Brasil contabilizou 4.860 óbitos causados pela doença, com taxas de mortalidade de 2,59 por 100 mil homens e 2,02 por 100 mil mulheres. Esses dados reforçam a urgência de estratégias eficazes de diagnóstico precoce e tratamento, uma vez que o linfoma não Hodgkin abrange mais de 50 subtipos com características e comportamentos distintos, tornando sua abordagem clínica complexa.

Fatores de risco para o desenvolvimento do linfoma não Hodgkin incluem condições que afetam o sistema imunológico, como doenças autoimunes, infecção pelo HIV e exposição a substâncias químicas. Os sintomas mais frequentes incluem o aumento dos gânglios linfáticos, febre, suor noturno e perda de peso, mas as manifestações podem variar conforme cada paciente e o local do corpo afetado.

O tratamento é adaptado ao subtipo da doença e pode envolver quimioterapia, imunoterapia, radioterapia ou transplante de medula óssea. As taxas de cura variam entre 60% e 70%, dependendo do tipo e da extensão do linfoma. É crucial que os pacientes sejam monitorados de perto, pois a recaída pode impactar significativamente o prognóstico.

Em meio a esse panorama, a experiência de figuras públicas como Netinho pode ajudar a aumentar a conscientização sobre o linfoma não Hodgkin, promovendo um diálogo mais amplo sobre a prevenção e a importância da detecção precoce dessa doença. A mobilização da sociedade e a melhoria no acesso ao tratamento são essenciais para enfrentar esse desafio na saúde pública brasileira.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — Shutterbug26 (pixabay)