quarta-feira, 28/10/2026

Cobertura vacinal no Brasil fica abaixo das metas estabelecidas para a rede pública

O Brasil enfrenta um cenário desafiador no que diz respeito à vacinação infantil, com a cobertura vacinal ainda muito aquém do necessário. Neste último sábado (17), diversas campanhas foram realizadas em todo o país…

Compartilhe:

O Brasil enfrenta um cenário desafiador no que diz respeito à vacinação infantil, com a cobertura vacinal ainda muito aquém do necessário. Neste último sábado (17), diversas campanhas foram realizadas em todo o país com o intuito de atualizar o calendário de imunização de crianças e adultos, mas os números revelam uma realidade preocupante.

A mãe da pequena Aurora, Ana Clara, não hesitou em levar sua filha para se vacinar em Rio Branco. “É uma luta diária para proteger ela. E agora com a vacina é como se a gente desse uma respirada”, compartilhou, refletindo a preocupação de muitos pais em garantir a saúde de seus filhos diante de um cenário de baixa adesão às vacinas.

Em Curitiba, a mobilização contou com cerca de 300 voluntários que se dedicaram a informar e ajudar a população a regularizar sua vacinação. A dentista Cintia Ligia Olichevi destacou a importância do contato com a ciência e o envolvimento em ações comunitárias, especialmente em um sábado que poderia ser apenas um dia comum.

Enquanto isso, em São Paulo, a campanha teve um foco especial na imunização de pessoas com mais de 60 anos, enquanto no Rio de Janeiro, a presença do Zé Gotinha em Manguinhos trouxe um tom festivo ao evento, atraindo muitas famílias para vacinar seus filhos.

Os dados do Ministério da Saúde mostram que a situação é alarmante: 14 das 16 vacinas para bebês de até 1 ano de idade não atingiram as metas estabelecidas. A poliomielite, por exemplo, alcançou apenas 88% de cobertura, muito distante da meta de 95%. A febre amarela também não chega ao objetivo, evidenciando uma falha crítica na proteção da população infantil.

Andréia Teixeira Carvalho, pesquisadora da Fiocruz/MG, ressaltou a importância da conscientização sobre a eficácia e segurança das vacinas. “Vacina é vida”, enfatizou, sublinhando que a proteção contra doenças infecciosas graves é fundamental para a saúde pública.

Em Belo Horizonte, Rafael, um designer, reforçou a necessidade de não negligenciar a vacinação. “A gente sabe do benefício da vacina… não é uma coisa que dá para negligenciar não…”, afirmou, lembrando que a imunização é uma responsabilidade coletiva.

Em um momento de esperança, as irmãs Estela e Helena saíram juntas após serem vacinadas, deixando uma mensagem clara: “A vacina é para derrotar os vírus”. A iniciativa de conscientização está em andamento, mas ainda há um longo caminho pela frente para que o Brasil alcance as metas de vacinação e proteja sua população, especialmente as crianças, que são o futuro do país.