quarta-feira, 28/10/2026

Estudo revela que um em cada três adultos nas capitais apresenta sintomas de insônia, acendendo alerta sobre implicações para a saúde

Insônia é um problema que afeta milhões de brasileiros, e a situação de Patrick, de 35 anos, é um retrato fiel desse desafio. Ele passa a madrugada em claro, ciente de que a falta…

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Insônia é um problema que afeta milhões de brasileiros, e a situação de Patrick, de 35 anos, é um retrato fiel desse desafio. Ele passa a madrugada em claro, ciente de que a falta de sono prejudica sua saúde e seu desempenho profissional. De acordo com especialistas, a insônia não se resume a uma noite mal dormida, mas pode ser um precursor de doenças graves, como problemas cardiovasculares e demência.

Estudos indicam que cerca de um terço dos adultos nas capitais do Brasil apresenta sintomas de insônia, que se caracteriza pela dificuldade de iniciar ou manter o sono. Os efeitos são devastadores: cansaço, fadiga e dificuldades nas atividades diárias são apenas algumas das consequências. Quando esses sintomas se tornam frequentes, é aconselhável buscar ajuda especializada.

Patrick, que trabalha com reabilitação física, descreve como sua insônia se reflete em seu trabalho. Ele já chegou a quase perder a atenção durante um atendimento a um paciente. Por outro lado, Vitória, de 30 anos, artista plástica, sente sua energia drenada pela falta de sono, o que afeta seu humor e disposição ao longo do dia.

A ciência aponta que a vida moderna, com sua constante exposição a telas e luz artificial, tem um papel crucial no aumento dos casos de insônia. O cérebro, exposto a esses estímulos, permanece em estado de alerta quando deveria estar desacelerando para o sono. O psiquiatra Alexandre Azevedo, do Laboratório do Sono da USP, enfatiza que, em muitos casos, a solução não está em medicamentos, mas sim em abordagens comportamentais que ajudam a reconfigurar a relação do paciente com o sono.

Após receber orientações sobre a importância de estabelecer uma rotina e evitar telas antes de dormir, Patrick e Vitória relataram melhorias significativas em suas condições. A regularidade nos horários de acordar e a exposição à luz natural foram essenciais para que ambos pudessem vislumbrar um caminho mais saudável em suas noites de sono. Patrick, em particular, encontrou esperança em um tratamento que não depende exclusivamente de medicamentos.

O neurologista Diego Carvalho alerta que os riscos da insônia vão além do cansaço. A falta de sono pode comprometer a saúde cerebral e aumentar as chances de desenvolver doenças graves. Para aqueles que lutam contra a insônia, a mensagem é clara: buscar ajuda não é um sinal de fraqueza, mas um passo fundamental para garantir uma saúde plena. No SUS, estão disponíveis recursos para acompanhamento e tratamento, reafirmando que dormir bem é uma necessidade vital, não um luxo.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — PIRO4D (pixabay)