quarta-feira, 28/10/2026

Prefeitura de SP apresenta novo protocolo de atendimento emergencial 79 dias após falecimento de corredor

A Prefeitura de São Paulo efetivou um novo marco na segurança dos eventos esportivos ao introduzir o Protocolo Municipal de Assistência à Saúde em Corridas de Rua. Este documento, que será implementado a partir…

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A Prefeitura de São Paulo efetivou um novo marco na segurança dos eventos esportivos ao introduzir o Protocolo Municipal de Assistência à Saúde em Corridas de Rua. Este documento, que será implementado a partir de 12 de dezembro, estabelece diretrizes rigorosas para o atendimento médico de atletas durante as competições na cidade. A iniciativa surge em um contexto trágico, apenas 79 dias após a morte do publicitário e corredor amador Júlio Barreto, que faleceu após uma parada cardíaca na SP City Marathon.

O protocolo, publicado no Diário Oficial do Município, visa assegurar que os participantes tenham acesso imediato a socorro médico, com prazos máximos definidos para o primeiro atendimento. Dependendo do grau de risco da prova, esse atendimento deve ocorrer em intervalos que variam de 3 a 8 minutos. Além disso, o documento prevê a instalação de desfibriladores ao longo dos percursos e a criação de uma classificação de risco que leva em conta fatores como o número de corredores e as condições climáticas.

O médico Miguel Carvalho Santacreu, que estava presente na competição em que Barreto faleceu, criticou a resposta tardia das equipes de emergência, ressaltando que a ambulância chegou sem um desfibrilador, o que atrasou a assistência. As novas diretrizes não apenas visam evitar tragédias como a mencionada, mas também sistematizar a resposta a emergências médicas, garantindo que áreas críticas estejam cobertas por equipes de saúde durante todo o evento.

A classificação de risco, um dos pilares do novo protocolo, categoriza as corridas em quatro níveis — baixo, médio, alto e risco especial — e considera uma série de critérios, como a temperatura ambiente e o histórico de incidentes em edições passadas. Essa abordagem metódica reflete uma preocupação crescente com a segurança dos atletas, especialmente em eventos que atraem um grande número de participantes, como maratonas.

Além disso, o protocolo estabelece uma estrutura de atendimento que se estende por todo o percurso, com a obrigação de que nenhum trecho fique desprovido de assistência médica. A quantidade de profissionais de saúde presentes será ajustada de acordo com a classificação de risco, garantindo que a equipe médica seja suficiente para atender a demanda de participantes.

A nova regulamentação também aborda o risco de condições climáticas extremas, introduzindo um sistema de monitoramento que avalia fatores como temperatura e umidade, a fim de ajustar as estratégias de hidratação e resfriamento durante as provas. Com isso, a Prefeitura de São Paulo busca não apenas responder a emergências, mas também prevenir situações de risco, promovendo um ambiente mais seguro para os corredores.

Por fim, a implementação deste protocolo é um passo significativo em direção à melhoria da segurança nas corridas de rua. A fiscalização e a responsabilização pela saúde dos atletas estarão sob a supervisão da Secretaria Municipal da Saúde, que terá a responsabilidade de auditar e garantir que as normas sejam cumpridas. É um movimento que, espera-se, contribua para que episódios trágicos como o que vitimou Júlio Barreto não se repitam.

Crédito da imagem: Imagem feita durante a corrida de São Silvestre