quarta-feira, 28/10/2026

Selena Gomez compartilha experiência com vício em vape e seus efeitos na voz; conheça os riscos associados

Selena Gomez revelou recentemente em suas redes sociais que foi vítima do vício em cigarro eletrônico, um hábito que impactou significativamente sua voz. Em um vídeo sincero, a cantora admitiu: “Não vou conseguir mudar…

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Selena Gomez revelou recentemente em suas redes sociais que foi vítima do vício em cigarro eletrônico, um hábito que impactou significativamente sua voz. Em um vídeo sincero, a cantora admitiu: “Não vou conseguir mudar a minha voz. Eu usei muito cigarro eletrônico com nicotina.” A declaração vem à tona em um contexto onde o uso de vapes tem crescido, especialmente entre os jovens, levantando questões de saúde pública.

A artista, que recentemente conseguiu se afastar do vício, compartilhou que a jornada para deixar a nicotina não foi fácil. Os riscos associados ao uso de produtos que contêm nicotina, um composto conhecido por sua alta capacidade de dependência, são amplamente reconhecidos. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) aponta que não existe uma quantidade segura de nicotina e que, nos vapes, ela aparece em concentrações alarmantes.

Para se ter uma ideia, um cigarro convencional contém cerca de 1 mg de nicotina, enquanto um vape pode ter até 50 mg, colocando em perspectiva a intensidade do vício. Selena também alertou seus seguidores sobre os perigos: “Se você está passando por isso, ou se está pensando em começar a usar, saiba que simplesmente não vale a pena.” Sua experiência destaca um fenômeno que afeta não apenas a saúde vocal, mas a saúde em geral.

As cordas vocais, responsáveis pela produção da fala e do canto, são particularmente vulneráveis à inflamação causada pelo uso de vapes. O aerossol inalado contém não apenas nicotina, mas uma série de substâncias químicas que podem irritar a laringe. Profissionais de saúde relatam um aumento na incidência de inflamação na laringe entre usuários regulares, que muitas vezes enfrentam a perda temporária da voz. Casos de artistas como Solange Almeida e a influenciadora Vanessa Lopes ilustram os riscos reais que o uso de vapes pode trazer.

Embora os cigarros eletrônicos tenham sido inicialmente promovidos como alternativas menos nocivas, especialistas têm contestado essa narrativa. Os vapes contêm mais de 2 mil substâncias, muitas delas tóxicas e potencialmente cancerígenas. Um estudo do Instituto do Coração (Incor) revelou que os níveis de nicotina em usuários de cigarro eletrônico podem ser até seis vezes mais altos do que em fumantes tradicionais, acelerando o desenvolvimento da dependência, que pode se manifestar em apenas alguns meses.

No Brasil, a venda de cigarros eletrônicos é proibida desde 2009, embora dispositivos ainda circulem no mercado de forma ilegal. A Anvisa alerta para os riscos associados a esses produtos, que são muitas vezes manipulados sem regulamentação. Enquanto nos Estados Unidos os vapes são amplamente aceitos, a experiência de Selena Gomez serve como um alerta sobre os perigos que essa forma de consumo pode representar, especialmente para os mais jovens que se veem atraídos por sabores e aromas atrativos.