quarta-feira, 28/10/2026

Vírus que levou Carlos Alberto de Nóbrega à internação apresenta sintomas leves, mas pode afetar a saúde cardíaca; saiba mais.

O recente diagnóstico de Carlos Alberto de Nóbrega, famoso apresentador de 90 anos, ilustra os perigos que podem estar associados a infecções comuns em crianças, como o vírus Coxsackie. Embora frequentemente associado a sintomas…

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O recente diagnóstico de Carlos Alberto de Nóbrega, famoso apresentador de 90 anos, ilustra os perigos que podem estar associados a infecções comuns em crianças, como o vírus Coxsackie. Embora frequentemente associado a sintomas benignos, como feridas na boca e erupções nas mãos e pés, o Coxsackie tipo 2 demonstrou sua capacidade de causar complicações graves ao atingir o coração de Nóbrega, exacerbando uma insuficiência cardíaca preexistente.

Internado no Hospital Sírio-Libanês desde a semana passada, o apresentador teve sua cirurgia para implante de marcapasso, previamente agendada para segunda-feira (19), adiada para terça (20). De acordo com sua assessoria, Carlos Alberto encontra-se estável, ao passo que sua esposa, Renata de Nóbrega, também médica, apresentou sintomas leves da infecção, mas não necessitou de internação.

Os coxsackievírus, pertencentes ao grupo dos enterovírus, são amplamente disseminados e notórios por afetar principalmente crianças pequenas, causando a síndrome mão-pé-boca. Embora o ramo A, com 23 tipos, seja o responsável por essa condição comum, o ramo B, que inclui o tipo 2, é associado a complicações mais severas, atingindo órgãos internos como o coração e o sistema nervoso.

O modo como o vírus invade o organismo é revelador. Após a entrada pela boca e multiplicação no intestino, ele se espalha pela corrente sanguínea. Uma vez no coração, o Coxsackie pode causar miocardite, uma inflamação do músculo cardíaco, levando a arritmias e, em casos extremos, à necessidade de um marcapasso. Essa situação, embora rara, destaca a gravidade que uma infecção aparentemente inofensiva pode alcançar, especialmente em indivíduos com condições cardíacas prévias.

Os grupos mais vulneráveis incluem recém-nascidos e pessoas com sistema imunológico comprometido. Sintomas como dor no peito, falta de ar e febre persistente são sinais que exigem atenção médica imediata. No entanto, a ausência de um antiviral específico para tratar o Coxsackie exige que o foco esteja em aliviar os sintomas e monitorar as funções cardíacas.

A prevenção continua sendo a melhor estratégia. Medidas simples, como lavar as mãos frequentemente e manter a higiene em ambientes compartilhados, podem ajudar a evitar a disseminação do vírus. No caso de Carlos Alberto, o desafio é superar a infecção em um coração já debilitado, enquanto a cirurgia programada busca restaurar a normalidade no ritmo cardíaco.

Crédito da imagem: Reprodução/TV Globo