quinta-feira, 05/11/2026

Brasil libera aquisição de 20 mil doses de vacina contra mpox, com foco na imunização de pessoas vivendo com HIV/aids

O Brasil toma medidas estratégicas para se preparar contra a mpox, com o Ministério da Saúde autorizando a aquisição de até 20 mil doses da vacina. A decisão é uma resposta à necessidade de…

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O Brasil toma medidas estratégicas para se preparar contra a mpox, com o Ministério da Saúde autorizando a aquisição de até 20 mil doses da vacina. A decisão é uma resposta à necessidade de manter estoques adequados no Sistema Único de Saúde (SUS), mesmo com uma queda significativa de 94% nos casos da doença desde 2022. Este ano, foram registrados 665 casos, em comparação com mais de 10 mil no ano anterior. A vacinação será priorizada para aqueles que vivem com HIV/aids e correm maior risco de complicações graves.

A reunião que definiu a compra ocorreu na última quarta-feira (4), e a aquisição será realizada por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A medida é vista como uma ação preventiva, assegurando que o SUS esteja preparado para eventuais mudanças no cenário epidemiológico da doença.

A estratégia de vacinação contempla, inicialmente, pessoas vivendo com HIV/aids que apresentam contagem de linfócitos CD4 abaixo de 100 células/mm³. O esquema de vacinação consiste em duas doses, com intervalo de 28 dias, e o Ministério da Saúde orienta que essas pessoas procurem os Centros de Referência para agendar a imunização. Outros grupos que podem receber a vacina incluem aqueles com contagem de CD4 inferior a 200 células/mm³, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que lidam com amostras de mpox.

Os sintomas da doença incluem lesões cutâneas, febre e aumento dos linfonodos, e é fundamental que qualquer pessoa que apresente esses sinais busque atendimento médico. O monitoramento da mpox é realizado em colaboração com as secretarias estaduais e municipais de saúde, englobando a identificação de casos suspeitos e a investigação epidemiológica.

Além disso, a vacinação pode ser administrada após a exposição ao vírus, sendo mais eficaz se aplicada nos primeiros quatro dias. Em até 14 dias, a imunização ainda pode ajudar a evitar formas graves da doença, embora a efetividade diminua nesse período.

A mpox, embora tenha um risco relativamente baixo para a população em geral, pode ser grave para indivíduos com o sistema imunológico comprometido. A transmissão ocorre principalmente através do contato direto com lesões, secreções ou mucosas de infectados, além de ser possível durante relações sexuais e por gotículas respiratórias em situações de contato próximo. O tratamento é focado no controle dos sintomas, com o uso de antivirais em casos mais severos.